A Bênção da Primogenitura: uma relação direta com Deus
Deus quer nos dar a Bênção da Primogenitura, que, espiritualmente falando, está relacionada a receber o Seu Espírito, o Espírito Santo, para que possamos conhecer e compreender qual é a Sua Boa, Agradável e Perfeita Vontade.
O Espírito Santo é Quem nos ensina, nos guia e nos revela os pensamentos do nosso Pai Celestial. Ele nos faz compreender a Sua vontade, o Seu propósito e aquilo que Deus espera de nós como filhos primogênitos.
Por isso, Deus não quer que entre Ele e nós haja ninguém nem nada que ocupe o Seu lugar.
A figura do primogênito nos ajuda a entender isso: o primogênito era aquele que tinha uma posição de proximidade, responsabilidade e comunhão especial com seu pai. Existia uma relação direta entre o pai e o filho.
Espiritualmente, Deus também deseja essa proximidade conosco. Ele não quer que dependamos de intermediários humanos para conhecer a Sua vontade; quer ter uma relação direta conosco por meio do Seu Espírito.
E precisamente por isso está escrito:
Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem. 1 Timóteo 2:5
Jesus Cristo é o Primogênito e é o Único Mediador entre Deus e o ser humano.
Portanto, se recebemos a Bênção da Primogenitura espiritual, devemos valorizar essa posição e cuidar da nossa relação com Deus. Nada nem ninguém pode ocupar o lugar que pertence exclusivamente a Deus em nossa vida.
O primogênito espiritual entende que o seu maior privilégio não é simplesmente receber bênçãos de Deus, mas ter acesso, comunhão e dependência direta do seu Pai Celestial.
A Primogenitura nos aproxima do Pai; o Espírito Santo nos revela o Pai; e Jesus Cristo é o Único Mediador que nos leva ao Pai.
Por isso, entre Deus e nós não pode haver ninguém nem nada.
Na prática, quais são os sinais que damos diante de nós mesmos, do Pai Celestial e até dos demônios, de que recebemos e assumimos a posição de Primogênitos?
1.º Oramos a Deus ao despertar.
Confiamos a nossa vida, a nossa família, os nossos planos e as nossas necessidades em Suas Mãos. Obs.: Sempre concluímos esta oração matinal com o Pai Nosso.
2.º Antes de comer, damos graças a Deus.
Seja no café da manhã, almoço ou jantar, damos graças pelo pão de cada dia de maneira breve, mas direta. Obs.: Ao finalizar, pedimos pelos Dizimistas e Ofertantes da Sua Obra Evangelística.
3.º Fazemos o nosso melhor em tudo o que fazemos.
Sejamos empregadores ou empregados, fazemos tudo como se fosse para o Pai Celestial.
Obs.: Não buscamos o reconhecimento nem os elogios dos outros, porque a nossa recompensa vem de Deus.
4.º Não consideramos nada como nosso, mas nos vemos como administradores temporários.
Nada trouxemos para este mundo e nada levaremos dele.
Obs.: Nada é nosso; no entanto, temos a responsabilidade de cuidar e valorizar tudo aquilo que Deus nos confiou, para que a Sua Obra seja patrocinada mediante os Dízimos, as Ofertas e os sacrifícios voluntários.
5.º Antes de tomar decisões importantes, e antes de reagir diante de algo negativo, problemas ou injustiças, buscamos a direção do Espírito Santo. Perguntamo-nos: “O que queres de mim, Espírito Santo?”.
Obs.: Não murmuramos, não amaldiçoamos nem ameaçamos. Em tudo damos graças a Deus, porque sabemos que Ele está no controle de todas as coisas.
6.º Não zombamos nem fazemos piadas com aquilo que é Sagrado.
Isso inclui até mesmo aquilo que pode parecer simples, como a Unção com Óleo Consagrado sobre a cabeça ou os Propósitos de fé realizados nas Correntes de Oração, utilizando elementos bíblicos para despertar e exercitar a fé nas Promessas do Pai Celestial.
Obs.: As coisas simples, quando são espirituais e são valorizadas com reverência, nos ajudam a nos guardar da vaidade, da soberba e da incredulidade.
7.º Não retemos as Primícias que já pertencem a Deus para ter mais dinheiro ou mais coisas. Nós as devolvemos para demonstrar, mediante as nossas atitudes, que O consideramos, O amamos e confiamos que Ele proverá para todas as nossas necessidades.
Não estamos apegados às coisas materiais, mas às espirituais. Por isso, antes de pagar, comprar ou utilizar qualquer coisa daquilo que chega às nossas mãos — seja por uma venda, um pagamento, um salário ou uma ajuda familiar —, a primeira coisa que fazemos é separar os primeiros frutos, o Dízimo, e, tão logo seja possível, levá-lo ao Altar da Casa de Deus.
Assim devolvemos aquilo que já é dEle, para que as Portas da Sua Casa permaneçam abertas e a Sua Obra continue ensinando às pessoas a Palavra, a Vontade e o Plano de Deus para as suas vidas e para a sociedade em geral.
A Primogenitura não se demonstra somente pelo que recebemos de Deus, mas pela posição que assumimos diante dEle.
Quem entende a sua Primogenitura busca a Deus em primeiro lugar, depende do Seu Espírito, honra a Sua Palavra, administra fielmente o que recebeu e coloca o Pai Celestial acima de tudo.
Nada nem ninguém pode ocupar o lugar que pertence exclusivamente a Deus.
Nos vemos na IURD ou nas Nuvens.
Bispo Júlio Freitas



