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Qual é o grau de importância do dinheiro na verdadeira prosperidade?

27 de June 2026

Qual é o grau de importância do dinheiro na verdadeira prosperidade?

O dinheiro ocupa o último grau, não porque seja mau, mas porque, por si só, não define a riqueza de uma pessoa.

Para ganhar dinheiro não é indispensável ser honesto, justo, responsável, disciplinado ou cristão.

A história da humanidade está cheia de pessoas corrompidas, imorais, violentas, traficantes e criminosas que acumularam grandes fortunas. No entanto, esse dinheiro não lhes garantiu a paz, a convicção, a esperança, um casamento, uma família, nem deixou um legado digno para as futuras gerações.

Por isso, o dinheiro não pode estar no topo da prosperidade.

Se o dinheiro fosse a medida principal do sucesso, teríamos que considerar prósperos muitos que vivem atormentados pelo medo, pela culpa, pela ansiedade, pela solidão ou pela insegurança. E sabemos que isso não é verdade.

Acima do dinheiro estão os valores que vêm de Deus e que nenhuma riqueza material pode comprar, como a sabedoria, a honestidade, a gratidão, a fidelidade, o bom caráter, a responsabilidade, a empatia, o amor à família, os talentos desenvolvidos e o legado espiritual que permanece mesmo após a nossa partida. Estas são as verdadeiras riquezas, os tesouros que nem a inflação, nem as crises, nem os corruptos, nem a morte podem destruir.

O dinheiro simplesmente amplifica o que já existe dentro de uma pessoa.

  • Se alguém é egoísta, o dinheiro lhe dará mais oportunidades para manifestar o seu egoísmo.
  • Se alguém é generoso, o dinheiro lhe permitirá ser ainda mais generoso.
  • Se alguém é escravo de suas fraquezas e fantasias, o dinheiro pode se tornar o instrumento da sua própria destruição.
  • Mas se alguém possui valores sólidos como temor, gratidão e fidelidade a Deus, o dinheiro se transforma em uma ferramenta para fazer o bem.

Tenho ensinado aos meus filhos que, quando o dinheiro chega às nossas mãos, na realidade estamos sendo provados.

A pergunta não é quanto dinheiro temos, mas que lugar esse dinheiro ocupa em nossa mente e coração.

Somos nós quem governamos o dinheiro ou é o dinheiro quem nos governa?
Vou usá-lo para servir mais e melhor ao meu Pai Celestial, à Sua Obra, ao meu próximo ou não?

Graças a Deus, aprendi desde muito pequeno que quem já é rico por dentro utiliza o dinheiro para suprir suas necessidades, ajudar sua família, abençoar outras pessoas e contribuir para a Obra de Deus. Mas quem é pobre em valores espirituais e morais, mesmo que possua milhões, continuará sendo escravo de seus desejos, medos, egoísmo, materialismo e inseguranças.

O dinheiro e tudo o que ele pode proporcionar não constituem a prova final de uma pessoa, mas sim a primeira prova.

Deus observa como administramos o que é temporal antes de nos confiar o que é Eterno.

Quem demonstra fidelidade no pouco, ou nas riquezas passageiras, se prepara para receber riquezas muito maiores, como:

  • uma fé inabalável.
  • um caráter aprovado.
  • uma consciência limpa.
  • gratidão genuína.
  • amor verdadeiro e uma profunda comunhão com Deus.

Essas são as riquezas permanentes e incomparáveis que nenhum banco pode guardar e nenhum ladrão pode roubar.

Porque a verdadeira prosperidade não se mede pelo que uma pessoa tem nas mãos, mas pelo que ela possui no coração.

Cheguei a esta reflexão baseando-me nesta passagem de Jó:

“Se te voltares ao Todo-Poderoso, serás restaurado; se afastares a injustiça da tua tenda, e deitares o teu ouro no pó, e o ouro de Ofir entre as pedras dos ribeiros, então o Todo-Poderoso será o teu ouro, e a tua prata preciosa. Porque então te deleitarás no Todo-Poderoso, e levantarás o teu rosto para Deus. Tu Lhe rogarás, e Ele te ouvirá; e pagarás os teus votos. Determinarás tu algum negócio, e ser-te-á firme; e a Luz resplandecerá em teus caminhos.” Jó 22:23-28

Nos vemos na IURD ou nas Nuvens!
Bispo Júlio Freitas