Quando é a Oportunidade de Recomeçar?
O que aconteceu com o povo de Deus na Terra Prometida nos dias do profeta Joel não foi apenas uma invasão de lagarta, gafanhoto, pulgão e cortador… Aquela tragédia externa e material foi apenas o começo de uma devastação progressiva, fatal e total.
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As pragas consumiram os campos, mas depois veio algo ainda pior. As eiras ficaram vazias, o trigo secou e apodreceu.
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Aquilo que estava guardado, aquilo que parecia seguro e protegido, também foi alcançado pelos espíritos de destruição.
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O povo não apenas perdeu o que tinha fora; perdeu também as suas reservas, a sua segurança e a sua esperança de um futuro melhor.
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E, como se isso não bastasse, a seca caiu sobre a terra e, depois, o fogo consumiu o que havia restado. A terra que manava leite e mel transformou-se em uma terra seca, morta, vazia, improdutiva e sem perspectivas.
No entanto, em meio àquele cenário desolador, Deus enviou uma Palavra de Esperança:
“Filhos de Sião, regozijai-vos e alegrai-vos no Senhor, vosso Deus; porque Ele vos deu a Chuva Temporã para a vossa justificação…” Joel 2:23
- Humanamente falando, não havia motivos para se alegrar e muito menos para se regozijar.
- Havia morte em grande escala, nacionalmente, por todos os lados: províncias, cidades, campos… havia choro, doenças, dor, miséria, perdas, fome e pavor…
- Mas Deus não lhes disse para se alegrarem e se regozijarem pelas circunstâncias; disse-lhes para se alegrarem e se regozijarem nEle.
Por quê?
Porque a chuva temporã representaria uma nova Oportunidade Divina.
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Era o sinal de que a terra (corações) havia sido: Limpa, Arada e havia aceitado a Semente da Sua Palavra; e a Sua Misericórdia permitiria que a terra física voltasse a receber as sementes, e haveria futuro, prosperidade, segurança, paz…
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A Chuva Temporã era a garantia de que a história de perdas não seria para sempre e muito menos Eterna. Era a possibilidade de começar de novo.
A Fogueira Santa e o Recomeço
Hoje, essa Chuva Temporã representa a Fogueira Santa. É a Oportunidade que Deus concede a todos os devastados… recomeçar.
É a Oportunidade para quem secou espiritualmente, para quem perdeu a paz, a Comunhão com Deus, a família ou a direção da sua vida.
É a oportunidade de voltar ao Altar, voltar ao sacrifício trino: espiritual, emocional e material; voltar a depender de Deus e restaurar o que foi perdido.
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A Chuva Temporã vem primeiro porque a terra foi preparada para receber a Semente.
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Primeiro, vem a decisão de se Arrepender: Limpar.
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Segundo, vem a decisão de se Entregar: Arar.
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Terceiro, vem a decisão de Receber a Semente: Praticar a Palavra.
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Quarto, vem a decisão de Sacrificar: Depender de Deus.
Aliança no Altar do Sacrifício
Aí sim, vem a Chuva Serôdia (Tardia), que é o Batismo com o Espírito Santo ou o Livramento para os já Selados.
A Chuva Serôdia representa a resposta completa de Deus, a restauração do que foi destruído, a recuperação da alegria, da paz, do amor pelas almas e da comunhão com Ele. Mas, acima de todas as bênçãos materiais ou familiares, representa a maior de todas as Promessas: o Batismo com o Espírito Santo, a Garantia da Salvação Eterna.
Por isso, quem está vivendo um tempo de seca não deve olhar para a corrupção moral, espiritual, familiar, civil… daqueles que se dizem de Deus e não O servem como deveriam, com o seu caráter e vida…
- Não olhe para a devastação externa, mas para a Promessa de Deus.
- Porque quando Ele envia a Chuva Temporã, está Anunciando que a sua história não terminou, que não é o seu fim, que você não tem por que pensar ou aceitar a destruição…
- Ele está lhe oferecendo uma nova oportunidade para semear, para crer e para começar outra vez.
Porque depois da Chuva Temporã e da Chuva Serôdia, Deus Promete:
“Então vos compensarei pelos anos que comeu o gafanhoto, o pulgão, o cortador e a lagarta (…) Tereis muito o que comer e vos fartareis, e louvareis o Nome do SENHOR, vosso Deus, que Operou Maravilhosamente convosco; e nunca jamais será envergonhado o Meu Povo.” Joel 2:25,26
Ou seja, Deus não apenas dá um novo recomeço espiritual, emocional… Ele também quer restaurar aquilo que está perdido, condenado, sem esperança, para sempre.
Nos vemos na IURD ou nas Nuvens.
Bispo Júlio Freitas



