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Qual é a verdadeira função do sal?

10 de Novembro 2020

Qual é a verdadeira função do sal?

“Vós sois o sal da terra…” Mateus 5:13

Estudando sobre o sal, descobri que ele já teve muito valor comercial. E isso porque ele era muito necessário para conservar os alimentos, para higienizar os bebês recém-nascidos. Entre muitas utilidades, Jesus mencionou uma:

“… e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens.” Mateus 5:13.

O sal realça o sabor dos alimentos, mas, insípido, era usado no inverno para descongelar o chão, derretendo o gelo sobre as pedras do templo, que assim ficavam menos escorregadias para os sacerdotes.

Quando Deus me trouxe essa palavra à mente, me fez entender algo bem simples, mas muito profundo: “você gera sede nas pessoas.”

Quando Deus fala com a gente, Ele dá uma palavra, mas entendemos muitas coisas. Fui pesquisar sobre a função do sal no nosso organismo e descobri o seguinte:

“Nossas células precisam dele o tempo todo, uma vez que o sódio é um importante controlador de substâncias que entram e que saem de dentro delas… conseguimos manter o equilíbrio do corpo, isto é, um balanço ideal dos nutrientes e de água dentro das células. Na quantidade adequada, o sal aumenta os movimentos peristálticos dos intestinos, contribuindo para uma boa digestão, facilita a produção de energia, auxilia o funcionamento renal, além de ser muito importante para quem pratica mais de uma hora de exercícios físicos, pois ajuda a repor o sódio perdido com o suor. Se alguém tentar uma dieta que exclua totalmente o sal corre o risco de ficar enrugado como uma uva passa…” – Revista Super Interessante

Não é difícil entender por que somos exatamente como o sal… Quando estamos entre as pessoas, damos sabor à vida delas, distribuindo aquilo que recebemos de Deus: misericórdia, bons olhos, verdade, justiça, fé… Geramos sede espiritual, fazemos as pessoas sinceras desejarem ser de Deus também.

Assim como o sal promove o equilíbrio celular, nós, também, promovemos esse cuidado espiritual constante. Assim como ele faz as células saberem que precisam de água, nós fazemos as pessoas entenderem que precisam de Deus.

Jesus poderia ter dito que Ele é o sal, já que é tão importante para o ser humano, mas, sabiamente, Ele se comparou à água.

A água é vida, enquanto o sal só promove a necessidade dela.

Como o sal, corremos o risco de errar na dosagem e – sendo muito ou pouco – o desequilíbrio não faz bem; mas é muito interessante aprender que sal demais ainda é melhor do que sal de menos.

Então, quando não sabemos nos colocar de forma adequada e acabamos nos destacando demais, promovemos a “pressão arterial” – que podemos traduzir como forçar as pessoas a se tornarem de Deus. Só que não fomos feitos pra reter, mas para deixar fluir a água. Se abaixo essa pressão, a pessoa acaba tendo problemas no “coração”.

Porém, sal de menos é ainda pior, já que as células ficam desorientadas, sem saber que precisam de água, causa desidratação e mata mais rápido do que o contrário.

“Porque cada um será salgado com fogo, e cada sacrifício será salgado com sal.” Marcos 9:49

O fogo das provas que vencemos, das lutas que enfrentamos, o fogo que nos purifica, também, nos dá sabor e nos leva a promover a sede para espalhar entre aqueles que não conhecem a Deus.
Mesmo o sal sem sabor serviria para promover a sede, mas quem quer usar esse sal? Se ele perder uma das suas funções, já não terá a mesma utilidade que antes. Só lhe resta a utilidade de descongelar o gelo, o que o leva a ser pisado por todos também.

Se escolhermos não enfrentar as lutas (o fogo) da vida com Deus, se escolhermos viver sem esse sacrifício diário, sofreremos a consequência de perder o sabor e acabar como exemplo para muitos do que não fazer, exemplo do que não devemos ser…  É útil, porém da pior forma possível.

Em resumo: a comparação de Jesus nos faz entender:

– A nossa função de promover o sabor, de ser atrativa para as pessoas que não conhecem a Deus, mas entender que promovemos, principalmente, a sede de Deus.

– Aceitar ir junto com o sacrifício para o altar é o que nos mantêm saborosos. Aceitar o fogo nos faz levar em nós a justiça, a misericórdia e a fé, a fim de distribuir para as pessoas.

– Aprender a dosar-nos com justiça, nem muita nem pouca participação na vida das pessoas, porque entendemos que não somos o mais importante, a Água é a Vida.

Autora: Rebeca Freitas – Esposa de Pastor – IURD Equador


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