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Como foi o nascimento
da Igreja Universal

30 de Junho 2011

Como foi o nascimento
da Igreja Universal

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Fé, revolta e sacrifício são a essência da vida com Deus. Fé lembra o profeta Habacuque e sua época em que Jerusalém estava cercada por Nabucodonosor e a destruição era eminente. Seu livro tem apenas três capítulos e começa com uma pergunta: Por que?

E quem de nós, pelo menos uma vez na vida, também não perguntou ‘por que?’ Por que uma criança nasce com defeito? Por que um raio cai do céu e destrói a casa de um pobre? Por que uma bala perdida numa comunidade carente mata uma criança inocente? Por que?

E Habacuque nas suas reflexões, no profundo do seu coração, cunhou uma sentença bela e estupenda que só podia vir de Deus: “O meu justo viverá pela sua fé”. Mais não se podia dizer.

Em um mundo injusto com tantas desigualdades, só a fé é capaz de garantir a vida. Sem ela somos atormentados por dúvidas e temores, hesitantes, um sal sem sabor; uma nuvem sem água, vagando pelos céus; uma onda do mar levada pelos ventos; um morto vivo.

Naturalmente a fé causa uma revolta contra isso tudo e constrói com sacrifício a vitória derradeira. Esse caminho estreito e apertado foi o que Deus traçou para o surgimento da Igreja Universal.

O bispo Macedo quando jovem, frequentou uma igreja evangélica na Zona Sul, por cerca de dez anos. Seu desejo era pregar, mas os líderes não viam nele qualquer virtude ou talento, qualquer expressão que chamasse a atenção. Nem sequer teve a oportunidade de servir como obreiro. Dez anos não são dez dias. Outro teria desistido. Outro teria desanimado. Não ele. E a razão era a fé.

Movido pelo desejo de servir a Deus, ele e dois amigos, vieram para uma igreja no subúrbio. Eu era apenas um menino nessa ocasião, mas recordo que lá também o pastor fez a mesma avaliação. Passado algum tempo, consagrou os outros, mas não o bispo. Mais uma vez ele era colocado de lado, excluído, diminuído, enfrentava o preconceito, o desalento e a frustração. Outro teria desanimado. Outro teria, desistido.

Um dia estava almoçando na casa da minha vó, quando ele entrou. E me permita aqui quebrar de leve o protocolo para fazer uma pequena lembrança, uma honrosa menção àquela senhora extraordinária. Um inesquecível exemplo de renúncia, dedicação e amor.

O bispo vinha avisar que deixaria o emprego para pregar o evangelho. Ele já era casado, tinha uma filha e a esposa estava grávida do segundo. Um gesto de fé extrema para quem era desacreditado por todos. Para uma família humilde como a nossa, um emprego público, como o dele, representava a garantia de uma vida livre do desemprego.

Ela apenas ponderou: “Não deixe de pagar o instituto, para garantir a aposentadoria quando envelhecer”

Quando assisto essa orgia histérica dos insultos mais torpes, esse ódio neurótico, essa perseguição implacável, esse dilúvio de injurias, infâmias e calúnias contra o bispo e a igreja, capazes que são de publicar com a mais equivocada convicção o maior dos enganos, a tese transloucada de que ele engendrou uma fórmula para explorar os pobres, lamento com profunda amargura. Certamente não conhecem a Igreja Universal, quem somos, de onde viemos.

Pode ser que em alguma de nossas igrejas, seja no Brasil, na África, na Europa, na Ásia ou em qualquer parte do mundo, alguém, algum dia, tenha colocado sobre o altar um sacrifício tão grande quanto o dele, maior não. Ele ofereceu tudo que tinha, o próprio emprego sem qualquer garantia, sem qualquer esperança, senão por fé.

Passado um mês, nasce sua segunda filha e fui pela manhã visitá-la no hospital do IASERJ. Ela havia nascido com lábio leporino e bebês assim, são magrinhos, com olheiras, com o rosto deformado, uma ferida aberta na boca, sem uma parte dos lábios, com uma fenda no céu da boca o que torna impossível a amamentação, pois não conseguem fazer sucção, engasgam e padecem muito. Foram dias, meses, anos de um sofrimento atroz.

No caminho de volta, da praça da Cruz Vermelha até o Largo da Glória, caminhando ao longo da rua do Riachuelo, cada passo era uma lágrima. Como Habacuque eu perguntava: por que? Por que um homem pobre, mas dizimista fiel, no momento supremo da sua existência, quando resolve deixar seu emprego, seu sustento, seu ganha pão, para pregar a Palavra, recebe como prêmio um castigo e dos piores, porque eu não sei se há dor maior do que um pai ir ao berçário de um hospital, apenas para ver, apenas para constatar, que sua filha é a única enferma, a única ferida, frágil, sofrendo e chorando, enquanto a dos outros são tão bonitas.

E como sempre, nos momentos graves, minha família se reuniu na casa da minha vó. À tarde ele chega. Estava, naturalmente, muito triste, mas disse duas coisas que guardei. A primeira: “Eu vou gostar mais dela do que da outra.”

A outra, a quem se referia, era sua primeira filha, uma criança muito formosa. Não creio ser possível gostar mais de um filho que do outro, mas havia um significado mais profundo naquela expressão. Era muito mais que um pai tentando compensar, proteger, extravasar sua dor.

Mais tarde verifiquei que a essência daquelas palavras iria se refletir no surgimento e na atuação da Igreja Universal que é decididamente vocacionada a gostar mais do que sofre, do aflito e do necessitado. E logo se começa a buscar as almas perdidas nas encruzilhadas, nas favelas, nos terreiros, nos manicômios, nas catacumbas dos vícios, na miséria das drogas, na falência dos lares destruídos. E salões, galpões, cinemas começam a encher com enfermos, pobres, desempregados, aflitos, endemoniados em busca de alívio e libertação. O povo que andava em trevas viu uma grande luz.

A segunda coisa que disse foi: “eu não vou ficar com raiva de Deus. Vou ficar com raiva do diabo. Agora mesmo é que eu vou invadir o inferno para resgatar as almas perdidas.”

Ali já não era mais um rapaz qualquer, obscuro e anônimo. Ali nascia um líder. Nascia também um povo capaz de enfrentar os maiores desafios, as perseguições mais duras e virulentas. De fibra e força que não recua, que não se agacha, que não foge da luta nem teme o sacrifício. Um povo com o olhar cravado nas promessas de Deus para rasgar nos horizontes a perspectiva iluminada do seu destino, determinado, forjado, selado pela fé em Deus. E isso porque no momento mais difícil, mais cruel, mais duro, um justo viveu pela sua fé!

A Igreja Universal não surgiu com a deliberação de uma assembléia de homens ilustres, ou de um conselho diretor ou de uma fundação de notáveis. Nem tão pouco foi subsidiada, patrocinada, bancada por recursos do governo ou de um milionário caridoso. Essa igreja é a resposta simples, direta e fiel de um Deus que honra a fé, a revolta e o sacrifício.

A frase, “eu não vou ficar com raiva de Deus. Eu vou ficar com raiva do diabo”, marca a revolta da fé. Se ficasse com raiva de Deus seria a rebelião e o resultado, um oceano de fracasso, um Himalaia de frustração. Os rebeldes culpam a Deus pelos infortúnios da vida. A rebeldia tem formas distintas e sutis de se manifestar. Alguns rebeldes afrontam os mandamentos desafiando a Deus com seus pecados e crimes. Outros manifestam uma indiferença fria e distante com as coisas de Deus, fazendo da própria vida um imenso desperdício de tempo e uma triste história de mediocridade. Há também os fariseus que são os rebeldes de igreja que conhecem a palavra mas não as praticam.

Abraão foi revoltado quando vagava no deserto esperando a promessa que demorava a chegar. No entanto, nunca se rebelou. Moisés se revoltou com a escravidão do seu povo como Josué se revoltou quando na terra prometida encontrou muralhas e gigantes. Mas não foram rebeldes. Davi se revoltou contra as afrontas do Golias. Jó, o mais revoltado de todos que no ápice do seu sofrimento amaldiçoou o dia em que nasceu, jamais se rebelou. Ele continua a ser, através dos tempos, o mais veemente exemplo do que um homem é capaz de suportar e vencer quando movido por sua fé. E foi no seu sacrifício que Deus lhe restituiu sete vezes mais.

A vida do justo não é a vida do convento, do mosteiro no alto do monte, da santidade absoluta. É a vida da fé, das lutas do dia a dia na planície da vida. Com suas virtudes e defeitos, injustiçado e perseguido, como ovelha entre lobos, que às vezes chora mas sabe que será consolado, que tem sede e fome de justiça e crê que será saciado. Gente simples e humilde com todas as veras da sua alma. Que põe a mão no arado e não olha para trás, custe o que custar, doe o que doer. Que não se apequena, que não se acovarda. Filhos da fé, da revolta e do sacrifício.

Esteja certo. Deus vê/ o que você tem passado/ perseguido, injustiçado/ um sufoco desgraçado/ Deus vê/ o seu rosto amargurado/ tantos planos fracassados/ tantas noites acordado. Mas o que Deus precisa ver/ é a revolta em seu olhar/ é a vontade de lutar/ e ser abençoado. A fé vem pelo ouvir/ mas o agir pela revolta. Sem luta não há vitória/ sem obras a fé é morta. É tempo de se revoltar/ é tempo de agir a fé/ construir os nossos sonhos/ ou Deus é ou não é. É tempo de se revoltar/ é tempo de agir a fé. É tempo de Deus ver/ que covarde você não é.

Marcelo Crivella


21 comments
  1. Caro Bispo! Contra os fatos não a como argumentar o trabalha maravilho que a igreja universal tem realizado a exemplo nos presídios, onde o único retorno destas pessoas e apenas a vida para Deus. Me sinto honrado e fazer parte desta família.

  2. ROGERIO

    ESSE TEXTO ME FEZ RIR MUITO, NUNCA LI TANTA MENTIRA. VIVER AS CUSTAS DO DINHEIRO PRA PREGAR O EVANGELHO QUE NEM LHE PERTENCE ESSE É O GRANDE NEGOCIO , É UMA MAQUINA DE DINHEIRO E AINDA TEM IDIOTA QUE DESEJA CAIR NESSA, PARABÉNS POR CONSEGUIR ENGANAR TANTA GENTE

  3. edilaine santos

    gostaria de receber uma oracao cel. 21-983950954

  4. José Carlos Damião Rodrigues

    Caro BISPO? Se é que posso denominá-lo assim a ti e a corja hipócrita, sem querer atingi-los com ofensas - jamais - não vejo a necessidade, pois brincar com a forma de domínio do SER, INDUZINDO-O,COLOCANDO RÉDEAS COMO A UM ANIMAL, já é o suficiente para acertarem contas com algo ou ser divino universal. Não sou covarde coloco meu e-mail e resido em Brasília e até o meu último suspiro espero que esta denominada igreja seja varrida e destruída e que vocês se redimam de suas covardias. A minha espada, meu cajado e minha lança há de alcançá-los em breve. JCDR

  5. marly/vitoria gasteiz,espanha.

    siempre me chama a atençao este relato porque a igreja nasceu de uma revolta.de rebelarse contra el diablo y jamas contra dios.e que esta volcada com o aflito ,o que sofre com o necesitado.

  6. bispo o Sro: é um homem muito usado por Deus e fico feliz por você ter ouvido a voz do Espírito Santo,,,, Deus é contigo Bispo,,, pastor junior corrrea

  7. Luisa Viana Henriques

    Bom dia! Esta palavra e boa... Estou sempre aprender que maravilha. Obrigada MEU DEUS.

  8. sem palavras................. so fe e + revolta......... agradeço a DEUS todos os dias por me escolher para esse exercito..........

  9. BOA TARDE BISPO! HOJE, ESTA MAIS DO QUE CLARO, QUE A IGREJA UNIVERSAL DO REINO DE DEUS, NASCEU JUSTAMENTE DA REVOLTA. O REVOLTADO, IGNORA A SUA REALIDADE, PARA VISUALIZAR OS SEUS OBJETIVOS, E UM DOS OBJETIVOS DO BISPO MACEDO, FOI DAR O TROCO, PARA O DIABO. E GRAÇAS A ESTA REVOLTA, EU TAMBÉM FUI ALCANÇADO E TIRADO DO MAIS PROFUNDO ABISMO, E HOJE FAÇO PARTE DESTA FAMILIA UNIVERSAL, A NAÇÃO DOS REVOLTADOS.

  10. Elisabeth Soares/ Pinhal Novo

    Boa tarde sr. BIspo, este testemunho é muito forte,motivador e encorajador, que Deus continue a abençoar esta obra e todos os que o servem verdadeiramente de coração.

  11. Olá Bispo, a história do nascimento da IURD é para mim uma das histórias de motivação mais fortes, o bispo foi surdo e cego para tudo o que era contrário a sua fé e determinação, ele deixou um grande exemplo para cada um de nós, pois quem pensava que a grandeza de Deus e MILAGRES só aconteciam no passado, o bispo, com sua REVOLTA, veio a nos mostrar que dentro de cada um de nós EXISTE UMA FÉ que transforma TUDO, foi isso que eu aprendi na IURD e busco passar o mesmo a todos os que estão gemendo. Pr. Rodrigo Silva

  12. João Marques (Portugal)

    Responda a esta pergunta: - Porque razão o bispo Macedo deu inicio ao trabalho da Igreja Universal? a) Porque ele ouviu um testemunho. b) Porque o pastor lhe deu muitas informações. c) Porque foi convencido pelas palavras persuasivas do pastor. d) Porque viu as outras pessoas e não quis ficar para trás. e) Porque Deus lhe deu um sonho e um objectivo para concretizar.

  13. Alice Mota

    Esse testemunho é muito forte e fica ainda mais forte quando olhamos no que resultou essa Fé.E pensar, que ainda há pessoas que perdem tempo falando mal da Igreja e do Bispo. Que coisa hein? Poderiam lutar realmente,deixar a covardia e agir a Fé de uma vez.

  14. Cléa Souza

    Quando o DEUS TODO PODEROSO levanta do pó um GUERREIRO VALENTE, e diz: EU sou contigo hoje e sempre! O maligno se revolta e de sua boca porca, saem todas as imundícies possíveis, portanto, "não lamente com profunda amargura", apenas o ignore, tenha piedade dele, siga o seu caminho e aguarde a LEI DIVINA. Quantos que participaram de protestos e manifestações contra a IURD são membros fiéis até hoje? Milhares de pessoas, porque DEUS É FIEL ao seu ESCOLHIDO, Bispo EDIR MACEDO, após ser preso e algemado como um criminoso qualquer injustamente e com dignidade enfrentou aquela humilhação de cabeça erguida, você é INATINGÍVEL! DEUS SEJA LOUVADO!!!

  15. Filipa - Portugal

    um*

  16. Filipa - Portugal

    Boa noite Bispo! É muito forte essa materia! Aprendi muitas coisas que uma dia eu sei que vou usar! Obrigada Bispo

  17. Dayane Adriano

    O bispo Marcelo Crivella sempre abençoando, ele fala com mansidão mais com um pulso forte. Levando a gente ao raciocínio exato. Que Deus o abençõe mais e mais como ele tem nos aberto os olhos.

  18. Fatima Marques

    Muito forte sr.bispo,DEUS ABENÇÕE cada vez mais!

  19. Kelson Cruz - FJB-RJ

    A Revolta queima dentro de mim...ao ouvir essas palavras tive a confirmação do Próprio Espírito Santo dizendo: Vai! É muito forte. Nunca vi campanha mais forte como a dessa temporada! Na Revolta!

  20. ilma

    muito forte este testemunho. que mais e nais almas sejam ganhas.

  21. CENÁCULO DO ESPÍRITO SANTO - SOBRADNHO (SEDE) - DF.

    Bom dia, Bp! Fortíssimo esse testemunho. Impressionante é que um problema surgia após o outro e mais outro. Toda grande vitória nasce também de uma imensa revolta. Qto aos insultos, falam mal até de JESUS CRISTO, quem dirá de um servo de DEUS. Mas,só nós sabemos de onde viemos e sabemos também do poder que tem o nosso DEUS. Aos que insultam, continuem perdendo o seu precioso tempo insultando , pois NÃO tem efeito NENHUM.

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