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A revolta que traz vida!(cont)

10 de Maio 2011

A revolta que traz vida!(cont)

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“Tendo o menino crescido, saiu um dia a ter com seu pai, que estava com os segadores. Disse a seu pai: Minha cabeça! minha cabeça! Então ele disse a um moço: Leva-o a sua mãe. Este o tomou, e o levou a sua mãe; e o menino esteve sobre os joelhos dela até o meio-dia, e então morreu…Ela subiu, deitou-o sobre a cama do homem de Deus e, fechando sobre ele a porta, saiu.” (2 Reis 4.18-21)

Qual é a maior dor que uma mãe pode sofrer? Claro que é a de ver um filho morrer, inclusivamente, o natural é o filho enterrar os pais. Embora, esta mulher, que era uma pessoa de bem, honesta, hospitaleira, rica, nem ela e nem ninguém, por mais recursos que disponha, pôde impedir a morte do seu filho.

Em primeiro lugar, é necessário entender: o que é a morte? É quando a pessoa morre espiritualmente, pois, fisicamente, enquanto o cérebro funcionar, a pessoa pode até estar em coma, mas será considerada viva. Por outro lado, a pessoa pode até ter o corpo em perfeito estado, mas se ocorre a morte cerebral, já está morta. Onde foi que a criança sentiu a dor? Exatamente na cabeça, quer dizer, onde está o nosso poder de reagir ou de desistir, de nos resignarmos ou de enfrentarmos os problemas. O mal sabe que um “espírito morto”, mesmo tendo de tudo nesta vida, será sempre uma pessoa infeliz, e, por isso, o seu alvo principal é matar a pessoa espiritualmente. Um espírito morto é um espírito resignado, acomodado, que, simplesmente, não reage!

Quantas não são as pessoas que, apesar de todas as suas posses, estão a sofrer por um filho ou por um ente querido? São doenças, vícios, desvios de caráter, violência, delinquência, doenças psicológicas… E, obviamente, acabam por se sentir frustradas, pois, aparentemente, possuem de tudo, mas a dor aguda permanece no seu interior e o que fazem? Enquanto possuem recursos materiais vão-se dedicando a procurar qualquer possibilidade de solucionar o problema ou de amenizar a dor. Porém, não procuram onde há vida, pois Jesus disse assim: “Ora, no seu último dia, o grande dia da festa, Jesus pôs-se em pé e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura, do seu interior correrão rios de água viva.” (João 7.37-38)

As pessoas estão “sedentas” de uma vida realizada, completa, mas não buscam a Deus como deve ser. Uns buscam-No para reclamar dos seus problemas e até se rebelam contra a Sua Palavra, lançando a culpa de todos os seus problemas sobre Ele.

Mas, o que nos chama a atenção no episódio desta mãe é a atitude que ela tomou diante daquela dor indescritível:

1. Ela reconheceu que pelas suas próprias forças era impossível, pois teve o filho no seu colo e, ainda assim, ele morreu;

2. Ela não duvidou, não fez um escândalo ou se rebelou contra Deus, pelo contrário, ela SUBIU até onde estava a cama do homem de Deus, quer dizer, ela foi até ao Altar, que é onde toda e qualquer morte desaparece;

3. “Fechou a porta”, quer dizer, não permitiu que os sentimentos a dominassem naquela hora em que ela deveria permanecer o mais lúcida possível, para fazer uso da fé inteligente e resolver o seu problema;

“Então chamou a seu marido, e disse: Manda-me, peço-te, um dos moços e uma das jumentas, para que eu corra ao homem de Deus e volte.” (2Reis 4.22) Ela não dependia da fé do marido, até porque ele viu o filho com uma dor de cabeça e não pôde fazer nada, muito menos ressuscitá-lo.

Parte II

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“Disse ele: Por que queres ir ter com ele hoje? Não é lua nova nem sábado. E ela disse: Tudo vai bem.”(2Reis 4.23)
Havia uma certeza tão grande que, mesmo estando tudo péssimo, ela disse: “tudo vai bem”. E esta é a chave para a conquista, pois ela sabia que a sua revolta não era contra Deus, mas contra o problema, e o tal problema já estava nas “mãos de Deus”, e agora era partir para tomar posse do que ela queria.

“Partiu pois, e foi ter com o homem de Deus, ao monte Carmelo; e sucedeu que, vendo-a de longe o homem de Deus, disse a Geazi, seu moço: Eis aí a sunamita; corre-lhe ao encontro e pergunta-lhe: Vais bem? Vai bem teu marido? Vai bem teu filho? Ela respondeu: Vai bem.” (2Reis 4.25-26)
Quem crê em Deus de verdade, mantém a revolta da fé no seu interior. Nem quando questionada diretamente sobre o filho se deixou levar pelo desespero ou dúvida, afirmando outra vez: “vai bem”. E como não estaria bem, se ela o havia deixado no Altar?

“Chegando ela ao monte, à presença do homem de Deus, apegou-se-lhe aos pés. Chegou-se Geazi para a retirar, porém, o homem de Deus lhe disse: Deixa-a, porque a sua alma está em amargura, e o Senhor mo encobriu, e não mo manifestou. Então disse ela: Pedi eu a meu senhor algum filho? Não disse eu: Não me enganes? A mãe do menino, porém, disse: Vive o senhor, e vive a tua alma, que não te hei-de deixar. Então ele se levantou, e a seguiu.” (2Reis 4.27-30)
Ela fez um voto! Uma coisa é lutar sem Deus e outra, completamente diferente, é contar com Ele, contra os nossos problemas. Quando se pôs aos pés do homem de Deus, ela estava a colocar-se aos pés de Deus, reconhecendo que tudo o que tinha não seria capaz de resgatar ao filho, mas que, em Deus, esse filho poderia viver. Por isso, a entrega é inevitável, o poder da nossa oferta a Deus é o que traz vida onde há morte. Pois, o que ofertamos revela o que trazemos no nosso interior.

“Quando Eliseu chegou à casa, eis que o menino jazia morto sobre a sua cama. Então ele entrou, fechou a porta sobre eles ambos, e orou ao Senhor. Em seguida subiu na cama e deitou-se sobre o menino, pondo a boca sobre a boca do menino, os olhos sobre os seus olhos, e as mãos sobre as suas mãos, e ficou encurvado sobre ele até que a carne do menino aqueceu.” (2Reis 4.32-33)
É o que nós pastores faremos, vamos levar esta “morte” diante de Deus; a Palavra que está na nossa boca, também estará na deste familiar; a visão espiritual que temos nos nossos olhos, ele também verá; as atitudes de fé que temos, estarão nas suas mãos; o fogo da revolta da fé que há no nosso espírito, estará nele. Tem que ser assim, pois quem é de Deus não aceita de nenhuma maneira a morte no interior da sua casa.

“Depois desceu, andou pela casa duma parte para outra, tornou a subir, e se encurvou sobre ele; então o menino espirrou sete vezes, e abriu os olhos.” (2Reis 4.35)
A água representa a Palavra de Deus, que traz vida. E quem crer nesta Palavra trará a vida para dentro de si e da sua casa.

“Eliseu chamou a Geazi, e disse: Chama essa sunamita. E ele a chamou. Quando ela se lhe apresentou, disse ele: Toma o teu filho.” (2Reis 4.36)
Porque somos de Deus, devolver-lhe-emos este familiar que hoje está “morto espiritualmente”, porque o mesmo Espírito que há em nós irá levantá-lo. E, na sua vida, voltará a haver alegria, pois uma casa sem nova vida é uma casa triste.

Te vejo na IURD, ou nas Nuvens!


15 comments
  1. Mara - Cuiabá - MT

    Muito forte essa palavra, essa é a revolta que trás resposta. Não adianta tristeza ira, a única coisa que resolve o problema é a revolta inteligente. Saber à quem tems que reclamar, pois se Ele prometeu, tem que cumprir.

  2. Amanda M.

    Fé sem sentimentos = Vitória certa

  3. É muito forte, a mensagem biblica em 2ºReis, porque quando somos honestos, e ocupamos simplesmente com a nossa vida, Deus é nosso guia e dá-nos força, para enfrentarmos os nossos obstáculos, o qual é necessário estarmos sempre na Fé perseverantes e acreditar em nós, que Deus é o nosso guia e a luz no nosso caminho.

  4. Fatima Marques

    MUITO FORTE,PERSEVERANÇA E REVOLTA CONTRA O PROBLEMA. NA FÉ!

  5. João Marques (Portugal)

    "Pedi eu a meu senhor algum filho? Não disse eu: Não me enganes? A mãe do menino, porém, disse: Vive o senhor, e vive a tua alma, que não te hei-de deixar" Esta é a chave desta história toda. Ela reclamou que perdeu o que nunca tinha pedido. No momento de ela ficar grávida não havia fé, havia duvida, ela disse "Não me enganes", mesmo assim ela engravidou. Agora era momento de agir como está escrito: "Apresentai a vossa demanda, diz o SENHOR; trazei as vossas firmes razões, diz o Rei de Jacó." Isaías 41 : 21

  6. João Marques (Portugal)

    A resposta da mulher "está tudo bem" é exactamente aquilo que Deus manda fazer: "Forjai espadas das vossas enxadas, e lanças das vossas foices; diga o fraco: Eu sou forte." Joel 3 : 10 Engraçado, eu já fui julgado dentro da igreja como sendo acomodado por ter falado uma palavra semelhante a esta. O acomodado é que está sempre a dizer que está tudo mal e não há nada a fazer. Aquele que não é acomodado, está sempre na luta e a sua visão é sempre de vitória.

  7. Carleide Lima - Cenáculo do ESPÍRITO SANTO - Sobradinho (Sede) - DF

    Bom dia, Bp! Só quem têm olhos espirituais consegue discernir cada atitude dessa senhora. Bispo, mto obrigado pelas orientações e esclarecimentos. Têm sido muito úteis p/ mim. Que DEUS te abençoe.

  8. Edilene Silvestre

    O Mais importante que todo o tempo ela creu, muito forte esta palavra.

  9. O mesmo Deus que rompeu todas as barreiras do impossível tornando uma mulher humanamente estéril em fecunda, é o mesmo Deus que ressucita os mortos. Essa mulher deve ter pensado: se pela fé Deus fez possível que eu tivesse um filho, a mesma fé fará Deus ressucitá-lo. Isso é confiança é fé inteligente!

  10. Taise

    Sem duvida a fé vem atravéz de uma revolta manifestada no ALTAR que é de onde vem o nosso SUSTENTO!!! Muito forte esta mensagem bispo!!

  11. Alcina Pinto Cenaculo Espirito Santo Porto

    Bispo muito forte,quando não deixamos entrar o sentimento tudo funciona.Somente acreditar em DEUS ele pode todas as coisa.DEUS abençoe mais e mais

  12. Claudia

    Bispo,é muito forte esta mensagem.Tem haver com uma experiência em minha vida.Da Fé .Claudia

  13. João Marques (Portugal)

    Gostaria de acrescentar uma coisa. Ela não podia ter filhos, ela nunca pediu um filho ao profeta. Após o filho ter nascido e crescido, ele adoeceu. Foi aqui que a mãe reclamou ao profeta porque o filho que ela nunca tinha pedido acabou por falecer. Ela tinha todos os argumentos para reclamar a saude do filho que ela nunca pediu e que lhe foi colocado nas mãos.

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